
Polistécnica
1 de set. de 2026
As rendas habitacionais poderão ser atualizadas em até 2,56% a partir de janeiro de 2027, de acordo com os dados mais recentes da inflação divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O coeficiente representa uma ligeira subida relativamente à atualização permitida em 2026, que se fixou em 2,24%, apontando para um novo aumento dos encargos com a habitação para os contratos de arrendamento abrangidos pelo mecanismo de atualização anual.
A estimativa resulta dos dados do Índice de Preços no Consumidor (IPC) referentes a agosto, mês em que a taxa de inflação se situou nos 3,3%.
Segundo o INE, a aceleração registada no IPC ficou essencialmente associada à evolução dos preços dos combustíveis. O índice relativo aos produtos energéticos apresentou uma variação de 12,2%, acima dos 8,7% registados no mês anterior. Já os produtos alimentares não transformados apresentaram uma variação de 3,4%, ligeiramente abaixo dos 3,7% observados em julho.
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, situou-se em 2,7%, mais 0,1 pontos percentuais do que no mês anterior.
Como é determinada a atualização das rendas?
O coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas tem por referência a variação média dos últimos 12 meses do IPC, excluindo a habitação, sendo este indicador aplicado aos diferentes tipos de contratos de arrendamento nos termos previstos na legislação.
Caso o coeficiente de 2,56% venha a ser confirmado, uma renda mensal de 1.000 euros poderá aumentar até 25,60 euros, passando para 1.025,60 euros.
Numa renda atualmente fixada em 800 euros, o acréscimo poderá chegar a 20,48 euros mensais, elevando o valor para 820,48 euros.
A atualização não ocorre, contudo, de forma automática. A aplicação do novo valor depende da iniciativa do senhorio e do cumprimento das regras e prazos legalmente estabelecidos para a comunicação ao arrendatário.
O aumento previsto para 2027 traduz, assim, a evolução recente dos preços e deverá voltar a colocar a atualização das rendas e os custos associados à habitação entre os temas relevantes para proprietários, arrendatários e investidores imobiliários.
